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Mau gestor de Congonhas causa perdas e caos

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A pista principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, precisou ser interditada após o pneu do trem de pouso traseiro de uma aeronave de pequeno porte estourar durante o pouso.

Com a interdição da pista por horas, foram cancelados 140 voos com origem ou destino em aeroportos de 21 cidades além da capital paulista.

Veja abaixo o que se sabe e o que ainda falta saber sobre o acidente:

Como foi o acidente?
Alguém ficou ferido?
Aeronave estava regular?
Quanto tempo a pista ficou interditada para a retirada da aeronave?
Qual motivo da demora?
Haverá investigação sobre o que fez o pneu estourar?
Quantos voos foram cancelados no domingo?
O que dizem as companhias aéreas?
Houve reflexo no dia seguinte ao acidente?
Aeronaves de baixa performance causam tráfego intenso em Congonhas? 

1.Como foi o acidente?

Uma aeronave de pequeno porte que transportava dois tripulantes e três passageiros realizava pouso na pista principal do Aeroporto de Congonhas por volta das 13h30.

Contudo, o pneu do trem de pouso traseiro estourou e o avião ficou rente ao barranco no final da pista.

  1. Alguém ficou ferido?

Segundo a Infraero, ninguém ficou ferido.

  1. Avião estava regular?

A aeronave com a matrícula PP-MIX estava com a documentação regular.

  1. Quanto tempo a pista ficou interditada para a retirada da aeronave?

O avião foi retirado por volta das 22h, nove horas depois do acidente. A aeronave foi removida por um caminhão e deslocada para uma pista lateral.

A pista foi liberada para pousos e decolagens apenas às 22h18. O aeroporto, que fecha durante a madrugada, ficou aberto até 1h, excepcionalmente.

  1. Qual motivo da demora?

Informações iniciais indicam que a demora para a retirada da aeronave ocorreu porque não havia equipamento para remoção da aeronave.

Questionada sobre a demora, a Infraero respondeu que era necessária uma “prancha para remoção” e que o ” processo de retirada de uma aeronave do local do acidente é de responsabilidade do proprietário do equipamento, conforme Código Brasileiro de Aeronáutica, Art. 88-Q”.

“O proprietário removeu a aeronave do local às 22h18, horário em que as operações foram imediatamente liberadas”.

  1. Haverá investigação sobre o que fez o pneu estourar?

Investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), localizado em São Paulo, órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para fazer a investigação do acidente envolvendo o avião.

“Na Ação Inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realizam a coleta e confirmação de dados, a preservação de indícios, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias ao processo de investigação”, diz nota do órgão.

Áudio que circula em grupos de pilotos indica que o pneu estourou no momento do pouso porque houve uma tesoura de vento (mudança brusca de direção e velocidade do vento em uma curta distância, resultando em efeitos cortantes ou descendentes) e falha no freio.

Em um vídeo que mostra a pista no momento do acidente, o controle do tráfego aéreo fala que vai mudar a direção dos pousos. É uma troca corriqueira, segundo especialistas, e indica que o vento estava impactando a operação.

  1. Quantos voos foram cancelados no domingo?

Foram cancelados 140 voos com origem ou destino em aeroportos de 21 cidades além da capital paulista no domingo (9): 73 partindo do Aeroporto de Congonhas e 67 chegando.

  1. O que dizem as companhias aéreas?

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